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Acompanhar processos no INPI sem perder prazo

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Escrito por
Admin Noubla

Perder prazo no INPI raramente é falta de competência: é processo que ninguém redesenhou. Os 5 prazos que não admitem erro e o teste das 5 perguntas.

Acompanhar processos no INPI sem perder prazo

Vou te contar uma história que você provavelmente já viveu ou que te tira o sono só de imaginar.

Um colega meu, advogado excelente, vinte anos de PI, perdeu uma concessão de marca. Não por erro técnico. Não por tese mal fundamentada. A marca tinha sido deferida depois de três anos de tramitação. O cliente, uma indústria de médio porte no interior de São Paulo, já tinha até comemorado. O que aconteceu? A paralegal que controlava os prazos saiu de férias durante o prazo e o substituto não sabia que existia uma guia de concessão pendente. Sessenta dias passaram. O prazo extra de trinta dias também. Arquivamento definitivo.

O cliente não gritou. Não precisou. Simplesmente mandou um e-mail de três linhas pedindo o histórico do processo e dizendo que o jurídico novo entraria em contato. Três linhas que custaram uma relação de doze anos — e uma ação de responsabilidade civil que se arrasta até hoje.

Eu conto isso não para assustar. Conto porque essa história é mais comum do que qualquer um de nós gostaria de admitir. E porque o que a causou não foi negligência. Foi algo muito mais traiçoeiro: um processo operacional que funcionava bem quando o escritório tinha 50 processos e que ninguém redesenhou quando a carteira passou de 300.

Se você toca o seu próprio escritório, este artigo é para você.

O ativo que ninguém coloca no balanço

Você sabe qual é o maior ativo de uma banca de PI? Não é a tese brilhante. Não é a carteira de clientes. É a confiança.

É aquela tranquilidade que o cliente sente quando deposita uma marca com você e simplesmente esquece que ela existe porque sabe que você não vai esquecer. Ele dorme tranquilo. E enquanto ele dormir tranquilo, ele fica. Indica. Renova. Traz o sócio.

Agora pense no que acontece quando essa confiança quebra. Não quebra aos poucos, como um desgaste. Quebra de uma vez. Um e-mail. "Doutor, como assim perdeu o prazo?"

Não tem reunião de contenção que resolva. Não tem desconto em honorário que compense. A confiança, quando vai, leva junto o cliente, as indicações que ele faria, e um pedaço da sua reputação que você levou anos construindo.

Por isso eu insisto: acompanhamento de INPI não é tema operacional. É gestão de risco. E deveria ser tratado com a mesma seriedade com que você trata uma audiência decisiva.

A conta que ninguém quer fazer

Antes de falar de processo, vamos fazer um exercício que a maioria dos escritórios evita. Pega a calculadora, pode ser a do celular mesmo.

Imagine uma carteira modesta. Trezentos processos ativos de marca. Se você perder um único prazo por ano, um só, o que está em jogo?

O valor da marca do cliente, que dependendo do porte pode ter cinco, seis, sete dígitos. O honorário recorrente desse cliente projetado pelos próximos anos. Todas as indicações que esse cliente faria e não vai mais fazer. A franquia do seguro de responsabilidade civil, mais o aumento do prêmio na renovação.

As horas do sócio (as suas horas) dedicadas a apagar incêndio em vez de gerar receita. E o item mais caro de todos, que é justamente o mais difícil de colocar numa planilha: a reputação.

Soma tudo. Agora compara com o custo de estruturar um monitoramento decente.

Dá para entender por que eu digo que esse tema não é custo operacional?

O ponto cego que todo escritório tem (inclusive o seu)

Aqui vai uma verdade inconveniente: o INPI não te avisa quando algo importante acontece com o seu processo.

A comunicação oficial é a Revista da Propriedade Industrial — a RPI — que sai toda terça-feira com milhares de despachos. Existe o Push INPI como canal complementar, mas se você já dependeu dele, sabe do que eu estou falando: notificações em lote, e-mails que se perdem em caixa compartilhada, zero trilha de auditoria, nenhuma visão consolidada por cliente.

E o padrão que eu vejo se repetir em quase todo escritório que atendo é sempre o mesmo: o escritório nasce pequeno. O sócio lê a RPI pessoalmente, com café e paciência. A carteira cresce. A leitura é delegada para um paralegal de confiança. Uma planilha do Excel vira o "sistema" oficial de controle. Funciona. Funciona por meses, às vezes por anos. Até que o paralegal sai. Ou adoece. Ou tira férias. E ninguém sabe exatamente como o processo funciona, porque nunca foi documentado. O prazo é perdido. E só aí, só aí, o sócio descobre que a operação inteira dependia de uma única pessoa.

Se isso te soa familiar, você não está sozinho. Esse é o ponto cego clássico do escritório que cresceu sem profissionalizar a retaguarda, e nunca vem sozinho: costuma aparecer junto de outros sinais de que a operação parou de acompanhar o tamanho da carteira. E é o tipo de risco que nenhum sócio quer descobrir quando já é tarde demais.

Os cinco prazos que você não pode errar (nem uma vez)

Você não precisa saber de cabeça cada prazo de cada petição — para isso existe a equipe. Mas como dono do escritório, você precisa ter clareza sobre quais categorias de prazo são fatais. Sem recuperação. Sem segunda chance.

Aqui estão, em ordem do estrago que causam:

Pagamento de concessão — 60 dias após o deferimento

É o cenário mais cruel que existe em PI. O pedido foi deferido depois de anos. O cliente já contou para o sócio, para o marketing, para o mundo. E o registro simplesmente não se efetiva porque ninguém pagou a guia. Existe um prazo extra de 30 dias com retribuição adicional, mas depois disso é arquivamento definitivo. Esse é o erro que mais frequentemente vira processo contra escritório. E é, de longe, o mais evitável.

Renovação decenal

Marca registrada vale dez anos. A renovação pode ser pedida no último ano de vigência ou nos seis meses seguintes, com retribuição extra. Perdeu? A marca cai em domínio público. Para clientes industriais ou de varejo, isso não é só um problema jurídico: é um evento de negócio. Do tipo que gera litígio, manchete e demissão de fornecedor.

Recurso contra indeferimento — 60 dias

Se você não recorre, encerra a discussão antes da hora. O cliente fica sem o registro, sem a chance de contestar, e, invariavelmente, pedindo de volta os honorários que pagou nos últimos três anos.

Resposta a exigência técnica — 60 dias

Parece menor, mas não é. Não responder é arquivamento. Anos de tramitação jogados no lixo por um despacho que passou batido na RPI de uma terça-feira qualquer.

Manifestação sobre oposição — 60 dias

Não responder é abrir mão da defesa. Literalmente. O concorrente leva.

Repare em um detalhe que muda tudo: todos esses prazos correm a partir da publicação na RPI, não da sua ciência efetiva. Se a sua equipe deixar de ler a Revista de uma única semana, o relógio já está correndo contra você. E você nem sabe.

O teste das cinco perguntas

Nos últimos anos, desenvolvi um teste simples que uso quando assessoro colegas na reorganização dos seus escritórios. São cinco perguntas. Se você responder "não" ou "não sei" para qualquer uma delas, você tem uma vulnerabilidade operacional exposta.

Se a pessoa que cuida da RPI desaparecer amanhã, o escritório continua funcionando na semana que vem?

Se a resposta for "não", o que você tem não é um processo. É uma dependência. E dependência operacional é um dos maiores destruidores silenciosos de valor de banca que eu conheço.

Para qualquer despacho dos últimos doze meses, você consegue provar quando ele foi identificado, quem foi o responsável e quando o cliente foi notificado?

Se a trilha de auditoria não existe, você está vulnerável. E "avisei por WhatsApp" não é prova — é argumento que juiz descarta em três segundos.

O seu prazo interno é menor que o prazo legal?

Escritório maduro nunca trabalha em cima do prazo do INPI. Trabalha com margem. Se o prazo legal é sessenta dias, o prazo interno deveria ser trinta. Quem opera no limite está sempre a uma gripe, a um feriado prolongado, a um bug de planilha de distância do desastre.

Você sabe, hoje, agora, quantos despachos da sua carteira estão pendentes e em que estágio?

Se para responder essa pergunta você precisa ligar para alguém e pedir que abra uma planilha e te diga amanhã, o que você tem não é visibilidade. É fé.

O cliente recebe comunicação proativa quando algo acontece, ou só fica sabendo quando pergunta?

Comunicação reativa é de prestador de serviço. Comunicação proativa é de banca. E esse detalhe, que parece pequeno, é o que mais retém cliente no longo prazo.

A decisão que define os próximos dez anos

Em algum ponto da vida do escritório, geralmente entre 150 e 300 processos ativos, o sócio chega numa encruzilhada. E a escolha que faz ali define a próxima década do negócio.

O primeiro caminho é continuar no modelo manual. Contratar mais gente conforme a carteira cresce. Mais paralegais, mais planilhas, mais e-mails de cobrança interna. Funciona? Funciona. Mas o custo de cada novo cliente sobe, a margem cai, e a exposição ao erro humano cresce junto com o volume. É o escritório que precisa trabalhar cada vez mais para crescer um pouco.

O segundo caminho é profissionalizar a operação com tecnologia. Transformar o monitoramento de INPI em algo que escala sem precisar de uma contratação a cada cem processos novos. É o escritório que cresce sem multiplicar custo. Nem risco.

A diferença entre os dois caminhos, projetada em cinco anos, costuma ser a diferença entre um escritório que vale algo no dia em que o sócio quiser se aposentar e um escritório que só funciona enquanto o sócio estiver dentro dele, todo dia, lendo RPI às sete da manhã.

Onde a Noubla entra nessa história

A Noubla foi construída para escritórios que estão exatamente nessa virada de chave.

O sistema lê a RPI inteira automaticamente toda semana. Monitora o status dos processos da sua carteira no INPI várias vezes por semana. Atribui responsáveis dentro do escritório. Calcula prazos internos com folga. Mantém trilha auditável de cada movimentação. Notifica o cliente de forma automática com registro datado que protege você juridicamente.

Mas a Noubla não é só ferramenta de INPI. É uma plataforma white-label que reúne num lugar só gestão de tarefas, cobrança automatizada, comunicação com clientes e CRM. Tudo com a marca do seu escritório, não a nossa.

Para o sócio que quer parar de viver apagando incêndio operacional e começar a tocar o escritório como um negócio de verdade, é o tipo de mudança que se paga no primeiro prazo que você não perder.

Se faz sentido para o seu momento, conheça a Noubla ou marque uma conversa direta com a gente.


Perder prazo no INPI raramente é problema de competência. É quase sempre um processo operacional que ninguém redesenhou quando o escritório cresceu. E o custo de não resolver isso é sempre — sempre — maior do que o de resolver.

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